sábado, 30 de agosto de 2008

A Vida Intíma de Osorio



Aprazível era a intimidade do lar de Osório junto à sua esposa e filhos. Ali todos os adoravam, e ele sabia se fazer amado e obedecido por aqueles que privavam de seu convívio.
Encontrava nas flores e nas crianças, alento, felicidade e sossego das intempéries da vida e das batalhas.
Quando lhe permitia descanso a sua vida de soldado, tratava logo de formar seu pequeno jardim, que pessoalmente cuidava.Não podia estar desocupado nem tolerava o vadio.
Tinha por hábito levantar-se cedo. Seu sono era levíssimo. Ao levantar-se,procurava um banho frio e barbeava-se sozinho.Ao vestir-se, sempre primou pela modéstia, vestindo-se, à paisana,rigorosamente de preto, ordinariamente, ou traje de brim pardo, em casa.
Inimigo do luxo, da ostentação e da etiqueta, primava pela simplicidade.Sua moradia era humilde, sem adorno algum. Uma cama estreita, ao fundo do quarto, tendo à cabeceira o criado mudo com jornais atuais. Ao lado, um simples lavatório e dois cabides de parede, sendo um para roupa e outro para suas armas.Mais adiante um cavalete com os arreios de montaria e uma estante guardando seu arquivo.
Osório tinha por hábito, socorrer os fracos, pobres, desvalidos, viúvas e órfãos.Para ajudá-los chegou, por várias vezes, até a pedir dinheiro emprestado.
Um fato marcante marcou sua conduta para com os desvalidos: quando o Ministro da Guerra, na tentativa de auxiliar soldados a retornarem para suas casas, Osório, em dois anos, endividou-se de tal modo que foi preciso o apoio dos filhos para sanar a situação.
Texto publicado por todo o grupo.

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